Stop the Crop

For a sustainable, GMO-free future

O que há de errado com a agricultura à base de transgénicos?

Onde são cultivadas, as culturas geneticamente modificadas (GM, ou transgénicas) estão ligadas a um aumento massivo do uso de herbicidas, à expansão das práticas agrícolas mono-culturais, e a um aumento de custos ao longo de toda a cadeia alimentar. Os impactos sociais, ambientais e económicos resultantes são graves - levando a que os pequenos agricultores percam as suas terras e meios de subsistência, e falhando no alívio da pobreza.

A oposição pública fez com que as culturas transgénicas não fossem comuns na Europa até agora. É cultivado algum milho transgénico, principalmente em Espanha (mas também em Portugal), para a alimentação animal. No entanto as empresas do agronegócio transgénico já apresentaram dezenas de pedidos para importar e cultivar muitas mais variedades transgénicas na União Europeia, e a Comissão Europeia este ano propõe-se retomar as negociações para aprovar 25 novos transgénicos para cultivo. Estes são tolerantes ao herbicida Roundup ou são resistentes a insetos e abrangem o milho, a soja e a beterraba. Estas colheitas constituem uma grande ameaça para a agricultura sustentável na Europa, à nossa liberdade de escolha e ao meio ambiente.

A maioria das culturas GM cai numa de duas categorias. Ou são modificadas para tolerar herbicidas químicos ou para produzir inseticida dentro das próprias plantas. Cultivos tolerantes a herbicidas levam a um maior uso desses herbicidas, aumentando a poluição, os custos para os agricultores e criando problemas ambientais e de saúde. Estes afetam sobretudo as comunidades rurais pobres de países em vias de desenvolvimento que estão perto de grandes explorações agrícolas onde se usam transgénicos e que frequentemente aplicam o herbicida por avionete. As culturas inseticidas estão constantemente a produzir toxinas, mesmo quando elas não são necessárias, matando indiscriminadamente as pragas e muitos outros insetos que são benéficos para o meio ambiente e a agricultura.

Controlo empresarial

As plantas transgénicas são patenteadas - o que permite que a investigação, agricultura e, no fundo, toda a cadeia alimentar, seja controlada por muito poucas empresas multinacionais, nomeadamente a Monsanto mas também a Bayer, Syngenta, Pioneer e Dow. O mercado dos transgénicos é impulsionado pelo desejo destas empresas de vender herbicidas junto com as sementes, na sua busca agressiva pelo lucro. As culturas tradicionais e as variedades locais, conjugadas com técnicas modernas (sem transgénicos) de melhoramento vegetal são invariavelmente mais baratas e mais adequadas às características locais.

Contaminação permanente

O cultivo e o comércio de plantas e sementes GM acarretam custos não só para os agricultores mas também para as empresas ao longo de toda a cadeia de produção de alimentos e rações. Os custos da segregação de sementes, produções e alimentos para evitar contaminação têm de ser assumidos pelos produtores não-GM. Isto é profundamente injusto para as vítimas da contaminação, e precisamente o oposto do princípio do poluidor pagador em vigor na União Europeia.

Culturas transgénicas não combatem a fome ou a pobreza

As contínuas promessas feitas pela indústria de que as plantações geneticamente modificadas têm a capacidade de combater os crescentes problemas sociais do mundo são puro mito: ainda não há uma única planta GM comercializada que tenha demonstrado maior rendimento, tolerância ao sal, nutrição melhorada ou outras características benéficas. Os cultivos com transgénicos estão confinados a meia dúzia de países com setores agrícolas dirigidos para a exportação – onde as plantas GM são cultivadas para ser vendidas no mercado mundial de têxteis, rações e combustíveis. Não foram pensadas, nem estão a servir de facto, para alimentar pessoas.

A grande maioria dos cidadãos europeus tem percebido que os alimentos transgénicos não oferecem nenhum valor acrescentado – o que acrescentam é nos riscos para o ambiente e para a saúde. Além disso vários governos europeus já proibiram o cultivo de OGM. Há regiões livres de OGM criadas em quase todos os países europeus, e alguns desses países estão quase totalmente cobertos por elas. Todos os grandes supermercados e empresas alimentares da União Europeia aboliram os transgénicos há mais de 10 anos. Agora que a Comissão Europeia está a considerar reabrir as portas a novas culturas GM, estas páginas apresentam alguns dos perigos dos transgénicos e defendem uma agricultura e alimentação que sejam apoiem e protejam as pessoas, a biodiversidade, o ambiente e as comunidades rurais em todo o mundo.

About the Stop the Crop campaign

This website and film present some of the dangers of GM-crops, and call for people across Europe and beyond to take action to stop them. We need a future of food and farming that benefits people and planet, and not the pockets of big business. We need to stop GM-crops from spreading across Europe. You can sign up for updates and alerts opposite.

Sign up

To prevent automated spam submissions leave this field empty.